Salve salve!
O negócio tá meio apertado por aqui apesar do feriado.
Deixo aqui um site onde vocês poderão encontrar inúmeras 'rapidinhas' maravilhosas!
http://www.insanus.org/conversas/
Recomendado!
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domingo, 20 de abril de 2008
rapidinhas
por cá:
Leitura sugerida,
rapidinha
quinta-feira, 10 de abril de 2008
os objetos (a) na experiência analítica
É o tema do VI Congresso da Associação Mundial de Psicanálise que acontece agora, do dia 21 ao dia 25 de abril, em Buenos Aires. Acabo de ficar sabendo e, sinceramente, estou sem condições de participar embora a vontade seja grande. Tô passando a dica adiante, ainda há tempo.
Além disso, gostaria de sugerir aos interessados na temática do Congresso - bem como os interessados no estudo da psicanálise em geral - a leitura de um dos textos disponíveis na página que julgo levantar questões bastante pertinentes na atualidade. Aí está o link: http://www.amp2008.com/pt/template.asp?textos/presenta_bn/laurent.html
Boa leitura!
Além disso, gostaria de sugerir aos interessados na temática do Congresso - bem como os interessados no estudo da psicanálise em geral - a leitura de um dos textos disponíveis na página que julgo levantar questões bastante pertinentes na atualidade. Aí está o link: http://www.amp2008.com/pt/template.asp?textos/presenta_bn/laurent.html
Boa leitura!
por cá:
Leitura sugerida
quinta-feira, 27 de março de 2008
Agora em silêncio
Sabe, acho que ninguém vai entender. Ou, se entender, não vai aprovar. Existe em nossa época um paradigma que diz: enquanto você me der carinho e cuidar de mim, eu vou amar você. Então, eu troco o meu amor por um punhado de carinho e boas ações. Isso a gente aprende desde a infância: se você for um bom menino, eu vou lhe dar um chocolate. Parece que ninguém é amado simplesmente pelo que é, por existir no mundo do jeito que for, mas pelo que faz em troca desse amor. E quando alguém, por alguma razão muito íntima, pára de dar carinho e corre para bem longe de você? A maioria das pessoas aperta um botão de desliga-amor, acionado pelo medo e sentimentos de abandono, e corre em direção aos braços mais quentinhos. E a história se repete: enquanto você fizer coisas por mim ou for assim eu vou amar você e ficar ao seu lado porque eu tenho de me amar em primeiro lugar. Mas que espécie de amor é esse? Na minha opinião, é um amor que não serve nem a si mesmo e nem ao outro.
Eu também tenho medo, dragões aterrorizantes que atacam de quando em quando, mas eu não acredito em nada disso. Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava haveria de existir em algum lugar do planeta! Haveria de existir! Nem que este lugar fosse apenas dentro de mim... Mesmo que ele não existisse mais em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, um banquinho cheio de almofadas coloridas e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banquinho do nosso amor, o nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a quantos anos, não sei, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas.
No mundo de cá, as relações se dão na superfície. Eu fico sobre uma pedra no rio e, enquanto você estiver na outra, saudável, amoroso e alto-astral, nós nos amamos. Se você afundar, eu não mergulho para te dar a mão, eu pulo para outra pedra e começo outra relação superficial. Mas o que pode ser mais arrebatador nesse mundo do que o encontro entre duas pessoas? Para mim, reside aí todo o mistério da vida, a intenção mais genuína de um abraço. Encontrar alguém para encostar a ponta dos dedos no fundo do rio - é o máximo de encontro que pode existir, não mais que isso, nem mesmo no sexo. Encostar a ponta dos dedos no fundo do rio. E isso não é nada fácil, porque existem os dragões do abandono querendo, a todo instante, abocanhar os nossos braços e o nosso juízo. Mas se eu não atravessar isso agora, a minha arte será uma grande mentira, as minhas histórias de amor serão todas mentiras, o meu livrinho será uma grande mentira porque neles o que impera mais que tudo é a lealdade, feito um Sancho Pança atrás do seu louco Dom Quixote, é a certeza de existir um lugar, em algum canto do mundo, onde a gente é acolhido por um grande amigo. É por isso que eu tenho de ir. E porque eu não quero passar a minha existência pulando de pedra em pedra, tomando atalhos de relações humanas. Eu vou mergulhar com o meu amigo, ainda que eu tenha de ficar em silêncio, a cem metros de distância. Eu e o meu boneco de infância, porque no meu mundo a gente não abandona sequer os bonecos que foram nossos amigos um dia.
Agora em silêncio, tentando ensinar dragões a nadar.
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Esse, na minha opinião, é o mais belo dos textos desta linda menina-palavras chamada Rita Apoena. Acho mesmo uma delícia essa pessoa e sua história! Estilo certeiro em arrancar suspiros. A sensibilidade das pequenas coisas. E das grandes também, como a dorminhoca da vovó que me enche os olhos d'água.
Faz tempo que a leio, mas tinha deixado de fazê-lo por um tempo. Voltei e deixo aqui como sugestão, recomendando novamente que se leia tudo o que for possível - se não tudo, ao menos o "A menina e o arco-íris" ou "Sobre o aborto". Ah, deixa de preguiça e põe-se a ler, é indolor, isso eu garanto! Se não gostar volte pra reclamar, e, caso goste, volte mesmo assim pra dizer o que sentiu - se nada não precisa voltar, ok? Procure por Judith!
Embevece-te!
Eu também tenho medo, dragões aterrorizantes que atacam de quando em quando, mas eu não acredito em nada disso. Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava haveria de existir em algum lugar do planeta! Haveria de existir! Nem que este lugar fosse apenas dentro de mim... Mesmo que ele não existisse mais em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, um banquinho cheio de almofadas coloridas e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banquinho do nosso amor, o nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a quantos anos, não sei, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas.
No mundo de cá, as relações se dão na superfície. Eu fico sobre uma pedra no rio e, enquanto você estiver na outra, saudável, amoroso e alto-astral, nós nos amamos. Se você afundar, eu não mergulho para te dar a mão, eu pulo para outra pedra e começo outra relação superficial. Mas o que pode ser mais arrebatador nesse mundo do que o encontro entre duas pessoas? Para mim, reside aí todo o mistério da vida, a intenção mais genuína de um abraço. Encontrar alguém para encostar a ponta dos dedos no fundo do rio - é o máximo de encontro que pode existir, não mais que isso, nem mesmo no sexo. Encostar a ponta dos dedos no fundo do rio. E isso não é nada fácil, porque existem os dragões do abandono querendo, a todo instante, abocanhar os nossos braços e o nosso juízo. Mas se eu não atravessar isso agora, a minha arte será uma grande mentira, as minhas histórias de amor serão todas mentiras, o meu livrinho será uma grande mentira porque neles o que impera mais que tudo é a lealdade, feito um Sancho Pança atrás do seu louco Dom Quixote, é a certeza de existir um lugar, em algum canto do mundo, onde a gente é acolhido por um grande amigo. É por isso que eu tenho de ir. E porque eu não quero passar a minha existência pulando de pedra em pedra, tomando atalhos de relações humanas. Eu vou mergulhar com o meu amigo, ainda que eu tenha de ficar em silêncio, a cem metros de distância. Eu e o meu boneco de infância, porque no meu mundo a gente não abandona sequer os bonecos que foram nossos amigos um dia.
Agora em silêncio, tentando ensinar dragões a nadar.
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Esse, na minha opinião, é o mais belo dos textos desta linda menina-palavras chamada Rita Apoena. Acho mesmo uma delícia essa pessoa e sua história! Estilo certeiro em arrancar suspiros. A sensibilidade das pequenas coisas. E das grandes também, como a dorminhoca da vovó que me enche os olhos d'água.
Faz tempo que a leio, mas tinha deixado de fazê-lo por um tempo. Voltei e deixo aqui como sugestão, recomendando novamente que se leia tudo o que for possível - se não tudo, ao menos o "A menina e o arco-íris" ou "Sobre o aborto". Ah, deixa de preguiça e põe-se a ler, é indolor, isso eu garanto! Se não gostar volte pra reclamar, e, caso goste, volte mesmo assim pra dizer o que sentiu - se nada não precisa voltar, ok? Procure por Judith!
Embevece-te!
por cá:
irmãos chadornay,
Leitura sugerida
domingo, 9 de março de 2008
Leitura sugerida
Tenho há algum tempo acompanhado e discutido com meu amigo Guilherme - mais aprendendo que ensinando - sobre os acontecimentos políticos atuais - e anteriores - referentes à América Latina - e não somente a ela. Hoje li, e deixo como sugestão, o artigo "O cerco à Colômbia" do já citado Heitor de Paola. E para situar melhor a leitura, confiram também: As raízes históricas do Eixo do Mal Latino-Americano, dividida em 5 partes; e a sequência: A colheita - O Eixo do Mal Latino-Americano, dividida em 3 partes; todos do mesmo autor. Enfatizo como indispensáveis algumas das informações ali contidas para contextualizar o rebuliço 'Chávez & Correa X Uribe', e não apenas este, mas o rebuliço internacional presente em todos os noticiários.
E já que estou fazendo esta sugestão, aproveito para deixar mais duas específicas:
O uso político da psiquiatria: a luta anti-manicomial (Iraci Schneider)
A invasão gramscista na psicanálise brasileira (Heitor de Paola)
E mais três não específicas (leia tudo que conseguir!):
http://www.midiasemmascara.com.br/index.php
http://www.olavodecarvalho.org/index.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
Divirtam-se!
E já que estou fazendo esta sugestão, aproveito para deixar mais duas específicas:
O uso político da psiquiatria: a luta anti-manicomial (Iraci Schneider)
A invasão gramscista na psicanálise brasileira (Heitor de Paola)
E mais três não específicas (leia tudo que conseguir!):
http://www.midiasemmascara.com.br/index.php
http://www.olavodecarvalho.org/index.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
Divirtam-se!
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