sexta-feira, 28 de março de 2008

cla-MÍDIA-rréia >>> ardido e mal-cheiroso


Extra! Extra!
Todo mundo que postou esta foto em seu blog usou a mesma legenda! E alguns talvez nem tenham notado o erro, copiando até mesmo isso! Eu não farei diferente! Achei muuuuuito fodão esse palco!

Cantores actuam num gigantesco palco no Lago Constancia durante um ensaio da Ópera de Giuseppe Verdi “Baile de Máscaras” a 15 de Julho. O design do placo sobre o lago mostra “A Morte” lendo o livro da vida.


Acabou seu tempo!

horário político

O PTN precisa de um redator, judiação. Em 5 minutos foram umas 3 ou 4 gafes gramaticais.

quinta-feira, 27 de março de 2008

cla-MÍDIA-rréia >>> ardido e mal-cheiroso


"Não sobre o amor" é a peça que estréia hoje no CCBB, Rio de Janeiro. O texto foi montado em cima do livro "Letters not about love" - que reúne cartas verídicas (e outras ficcionais) trocadas por Victor Shklovsky e Elsa Triolet. O Diretor é ninguém menos que Felipe Hirsch. Achei impressionante a estrutura cenográfica da peça, cuja responsável é Daniela Thomas. Além de diversas perspectivas, trechos das cartas e outras imagens são projetados no cenário. O ator Leonardo Medeiros, que vive o russo, diz que o mais complicado é passar a idéia de conforto ao público lutando pra não cair dos elementos cênicos (Arieta Corrêa na foto).
Eu ia dizer aqui "Se você mora no Rio aproveite pra conferir", mas como imagino não ter nenhum leitor do Rio de Janeiro deixo assim: se você conhece alguém que mora no Rio, avise; se estiver de passagem por lá, vá conferir! Quarta, quinta, sexta, sábado (em 2 horários) e domingo; o ingresso é só 10 mangos!
Por que diabos estou fazendo essa propaganda toda da peça?? Pelo simples fato de a Sutil Companhia de Teatro ter suas raízes em Curitiba (fundada por Hirsch, como podem conferir) e não estar por aqui pra dar as caras no Festival de Curitiba. Tô me batendo aqui com a programação pra assistir alguma coisa e só vejo coisa boa noutra cidade, noutro estado.
Agradeço por isso!

Acabou seu tempo!

Agora em silêncio

Sabe, acho que ninguém vai entender. Ou, se entender, não vai aprovar. Existe em nossa época um paradigma que diz: enquanto você me der carinho e cuidar de mim, eu vou amar você. Então, eu troco o meu amor por um punhado de carinho e boas ações. Isso a gente aprende desde a infância: se você for um bom menino, eu vou lhe dar um chocolate. Parece que ninguém é amado simplesmente pelo que é, por existir no mundo do jeito que for, mas pelo que faz em troca desse amor. E quando alguém, por alguma razão muito íntima, pára de dar carinho e corre para bem longe de você? A maioria das pessoas aperta um botão de desliga-amor, acionado pelo medo e sentimentos de abandono, e corre em direção aos braços mais quentinhos. E a história se repete: enquanto você fizer coisas por mim ou for assim eu vou amar você e ficar ao seu lado porque eu tenho de me amar em primeiro lugar. Mas que espécie de amor é esse? Na minha opinião, é um amor que não serve nem a si mesmo e nem ao outro.
Eu também tenho medo, dragões aterrorizantes que atacam de quando em quando, mas eu não acredito em nada disso. Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava haveria de existir em algum lugar do planeta! Haveria de existir! Nem que este lugar fosse apenas dentro de mim... Mesmo que ele não existisse mais em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, um banquinho cheio de almofadas coloridas e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banquinho do nosso amor, o nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a quantos anos, não sei, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas.
No mundo de cá, as relações se dão na superfície. Eu fico sobre uma pedra no rio e, enquanto você estiver na outra, saudável, amoroso e alto-astral, nós nos amamos. Se você afundar, eu não mergulho para te dar a mão, eu pulo para outra pedra e começo outra relação superficial. Mas o que pode ser mais arrebatador nesse mundo do que o encontro entre duas pessoas? Para mim, reside aí todo o mistério da vida, a intenção mais genuína de um abraço. Encontrar alguém para encostar a ponta dos dedos no fundo do rio - é o máximo de encontro que pode existir, não mais que isso, nem mesmo no sexo. Encostar a ponta dos dedos no fundo do rio. E isso não é nada fácil, porque existem os dragões do abandono querendo, a todo instante, abocanhar os nossos braços e o nosso juízo. Mas se eu não atravessar isso agora, a minha arte será uma grande mentira, as minhas histórias de amor serão todas mentiras, o meu livrinho será uma grande mentira porque neles o que impera mais que tudo é a lealdade, feito um Sancho Pança atrás do seu louco Dom Quixote, é a certeza de existir um lugar, em algum canto do mundo, onde a gente é acolhido por um grande amigo. É por isso que eu tenho de ir. E porque eu não quero passar a minha existência pulando de pedra em pedra, tomando atalhos de relações humanas. Eu vou mergulhar com o meu amigo, ainda que eu tenha de ficar em silêncio, a cem metros de distância. Eu e o meu boneco de infância, porque no meu mundo a gente não abandona sequer os bonecos que foram nossos amigos um dia.
Agora em silêncio, tentando ensinar dragões a nadar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Esse, na minha opinião, é o mais belo dos textos desta linda menina-palavras chamada Rita Apoena.
Acho mesmo uma delícia essa pessoa e sua história! Estilo certeiro em arrancar suspiros. A sensibilidade das pequenas coisas. E das grandes também, como a dorminhoca da vovó que me enche os olhos d'água.
Faz tempo que a leio, mas tinha deixado de fazê-lo por um tempo. Voltei e deixo aqui como sugestão, recomendando novamente que se leia tudo o que for possível - se não tudo, ao menos o "
A menina e o arco-íris" ou "Sobre o aborto". Ah, deixa de preguiça e põe-se a ler, é indolor, isso eu garanto! Se não gostar volte pra reclamar, e, caso goste, volte mesmo assim pra dizer o que sentiu - se nada não precisa voltar, ok? Procure por Judith!

Embevece-te!

terça-feira, 25 de março de 2008

Querida,

fico bobo eu de vê

que comé que pode isso

de Recife a Curitiba, Pernambuco – Paraná

remetente de Marília o destino é o Bê

que sequer, sem se falasse

nem ao menos conhecesse

tava ali quase juntinho bem ao som de Itamá?


papel de cheiro ilustrado com figura

fala aqui de outro chão

tem o sol e tem estrela, passarinho a rodiá

e letrinha tudo junta que mostra da belezura

desse mundo ponto-com

(tem até abraço bom)

me encantando do momento de podê compartilhá


quisera agora tê um dom tão precioso

como o povo desse disco

que, ou com ou sem sotaque, se aventura em cantá

além da ponte entre nós e o saudoso

tem também boa vontade

por isso te peço: aguarde!

é o tempo de uma lua, rapidinho vai chegá!


Muitíssimo Obrigado!

segunda-feira, 24 de março de 2008

durante o jogo

"Muco ocular da coruja"

- Robinho e seu recurso tradicional no dicionário, ganhando votos sempre

quinta-feira, 20 de março de 2008

Orquestra Imperial


Abertura do Festival de Teatro de Curitiba.
Tudo começou com o show da Orquestra Maria Faceira! Sim, Maria Faceira, engano meu achar que não, desculpem. Clássicos do samba e do choro executados com a melhor qualidade! Foi minha primeira vez e espero tornar vê-los em breve! Beijo especial pra Rose, de quem sou fã confesso!
Vamos à Orquestra Imperial. Começo anunciando uma reviravolta em minhas expectativas pré-show: Wilson das Neves não vem, mas a rapaziada vai estar toda aí. Errei de novo. Amarante não apareceu e, em contrapartida, Sr. Wilson foi um show à parte [foto]. Cantou, tocou bateria, mas permaneceu maior parte do tempo na percussão azeitando o som na cuíca, tamborim, surdo e afins.
Swing e balanço não faltaram, claro! Repertório animado de não deixar ninguém parado!
É difícil ter o que falar de um dream team como este. Num balaio de músicos com vasta experiência de palco, estúdio e produção não vejo muitas possibilidades de a coisa sair mal feita. Cozinha bem arrumada e muito bem arranjada. Legal ver o Kassin no contrabaixo! Até onde eu sei ele não é baixista de samba, outra pegada, outra quebrada. Nota 10 pra metaleira! Os vocais eu nem sei se preciso comentar: além do mestre Wilson, Rubinho Jacobina, Max, Moreno Veloso e as pérolas, uma branca e uma negra, hora crooners hora estrelas, Nina e Thalma. Vozes, tons, cores e muita animação.
Taí um show pra ver e rever sempre! Eu recomendo!